Ram Luna y Jazz Café

A audiência que estávamos acompanhando na Corte Interamericana terminou mais cedo antes de ontem e tivemos uma tarde inteira livre. Aproveitamos para voltar ao centro pra visitar o Museu Nacional, o Parque Central e o Museu do Ouro. Recomendo este ultimo, em especial.

À noite fomos a um restaurante fora de San José, que fica a mais de 2 mil metros acima do mar e de onde temos uma visão magnifica da cidade. Chama-se Ram Luna e custou carinho pros padrões aqui (US$ 36 por pessoa), mas era buffet, open bar e com show de danças da Costa Rica. Restaurante para turistas…

Ontem fomos à Embaixada do Brasil para uma reunião e à noite fomos ao Escazú Jazz Café, que a Ju recomendou. Um lugar mais sofisticado do que todos os bares em que estivemos e com musica ao vivo bem boa. Hoje, mais audiencias, palestras e encerramento. Amanha vamos ao vulcão Arenal e passaremos o dia todo fora de San José.

Hasta.

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San José, Parte 2

Ontem à noite saímos para jantar com o pessoal do IIDH. Por sugestão do Miguel, que é funcionário local da embaixada brasileira aqui, fomos a um “centro gastronômico e cultural” chamado El Pueblo. Comi um prato tradicional, teoricamente. Aqui, tudo tem um tal de gallo pinto: no café, no almoço, na janta. Tudo! Mal sabia eu…

Saí de Sobral para comer um prato tradicional da Costa Rica que era baião de dois (o tal gallo pinto, mas que é feito com feijão preto e tem um tempero mais adocicado), ovo e bife. Não achei ruim não, honestamente, mas pagar R$20 nesse prato de bandeijão é um pouco demais!

Nem contei também que ontem pegamos um táxi aqui que realmente me fez sentir na América Latina. Acho que nem no Brasil tem mais desses: um Yundai (isso mesmo!) Excel cuja porta não abria pelo lado de fora, cheio de coisa de santo e em que tocava “Detalhes”, do Roberto Carlos, cantada em espanhol por não me pergunte quem.

Hoje à noite vamos a um restaurante chamado Ram Luna, que tem uma vista panarômica da cidade, e depois vamos sair pra dançar. Tem um pessoal bastante animado!

Beijos!

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Costa Rrrrica

Cheguei em San José domingo no fim do dia. O voo vindo de Bogotá atrasou quase uma hora, mas quando cheguei o motorista do hotel tava já me esperando. Achei muito esquisito o aeroporto… Quando tiramos as malas e passamos pela imigração, ao sairmos pelo desembarque, já estamos na rua. Não existe aeroporto como conhecemos no Brasil, com praças de alimentação, lojas, etc. Pelo menos não no desembarque! 

O aeroporto fica um pouco afastado da cidade. O hotel… Nossa! Quando vi na internet, não dei muito. Os quartos duplos na verdade são apartamentos de dois quartos, com sala, cozinha e um banheiro. Estou dividindo com uma mexicana, Blanca, que é gente fina. Mal cheguei, saí para jantar com ela e outros colegas da Colômbia, Peru, Chile, Guatemala… Fomos a um shopping perto do hotel. Impressionante a influência americana: tinha Mc, Pizza Hut, KFC, Taco Bell e alguns outros que não lembro. E um monte de turista também, todos com cara de surfista. 

No dia seguinte, ontem, tivemos aula o dia inteiro. O almoço é oferecido no próprio Instituto Interamericano de Direitos Humanos. Algumas palestras melhores do que outras, mas em geral todas muito úteis. À noite teve uma cerimônia de abertura, com coquetel e tudo. Depois fomos para um bar chamar Cuartel de la Boca del Monte, com música ao vivo e com o melhor mojito que eu já tomei na vida! Não ficamos até muito tarde. Meia-noite e meia já estávamos de volta ao hotel.

De um jeito ou de outro, hoje o dia está difícil. O caso colombiano de que estamos acompanhando a audiência na Corte é interessantíssimo, mas complicado. É referente ao assassinato de um senador em 1994 que era de um partido comunista. Até li a demanda da CIDH perante a Corte, mas é um caso complicado pra quem não conhece tanto a realidade do país, a história… Mas mais tarde teremos uma palestra sobre a audiência… 

Fomos agora no horário do almoço ao centro da cidade. Agora sim acho que vi mais de San José… Parece uma cidade de interior. O mais espetacular pra mim até gora foi o mojito do Cuartel. Mas tem uns prédios bonitos no centro… A catedral é muito bonita. A agitação me lembrou o centro de São Paulo e aos meninos lembrou os centros do Rio e de Porto Alegre. Concluí, então, que deve ser parecido com o centro de qualquer outra cidade grande, ou seja, sem muita novidade. 

Mas tem umas obras de arte interessantes na cidade: uma estátua de um gari (é, um gari limpando a rua) e uma estátua chamada “La chola” (“A gorda”). Aliás, é cheio de estátua de gordo por aqui. Na Universidade da Costa Rica, que visitamos ontem na hora do almoço, também tem um casal de gordos. E no caminho para a Universidade vimos uma estátua de vaca (da cow parade) toda colorida, parecida com a estátua de vaca que também tem no hotel!

Hoje devemos sair também. Mas depois escrevo mais… Tenho que ir pra audiência agora.

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Casamento ou Bicicleta?

Bom, a decisão que tive de tomar não foi exatamente essa, mas entre uma TV de LCD de 32 polegadas e três dias numa praia colombiana, eu fiquei com o mar azul do Caribe que banha a baía de Cartagena das Índias!

No fim das contas, decidi mesmo por ir à Colômbia de férias. E ao invés de ficar a semana inteira em Bogotá, me arranjei para ficar 3 dias em Cartagena. Dá mais do que pro gasto, apesar de que, se eu pudesse, ficaria a semana inteira por lá, na praia!

Estou fechando Cartagena primeiro para resolver minha vida em Bogotá. Chegarei de São José num domingo à noite e o vôo pra Cartagena é às 8h da manhã da segunda, então acho que vou fazer como eu e Julia fizemos em Barcelona: dormir em um hotel que seja próximo ao aeroporto e seguir pro agito no dia seguinte.

Achei um hotelzinho em Bogotá que fica no coração da Candelária (pra quando eu voltar de Cartagena). Sei que essa tal Candelária é uma região/bairro “must-go” na capital colombiana, mas ainda vou checar com meus consultores (hehehe) se é um bom lugar para ficar.

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Diretamente de… Brasília

Tava lendo meu último post de quanto estive na Polônia e pensando que eu preciso parar de não escrever mais quando a viagem começa a ficar boa. Não falei como foram as visitas aos campos de concentração, por exemplo, nem como eu também não consegui dormir nos dias seguintes enquanto estava em Oswiecim. Também não falei de nosso último dia de volta a Cracóvia, que terminou numa festinha de Halloween pra lá de esquisita. E Paris? Volto a Paris e não escrevo nada? A paisagem de outono, o hotel maravilhoso que ficamos, o tal bairro que foi restaurado que descobrimos? E como eu ainda não consegui ir ao Musée d’Orsay?

Ando meio obcecada com dinheiro. O que isso tem a ver com as viagens? Bom, quando eu começo a fazer minhas contas, só pode significar uma coisa: que estou tentando tirar dinheiro de onde não tenho para poder viajar pro exterior! Dia 24 agora vou pra Costa Rica por conta do trabalho e passei a semana procurando pacotes para passar mais uma semaninha de férias. Muita coisa legal, mas muita coisa cara. Preciso tentar ver um vulcão ainda quando estiver em São José, senão não terei visitado a Costa Rica.

Estou ainda entre duas opções de vôo: Guarulhos-Cidade do Panamá-São José ou Guarulhos-Bogotá-São José. Vantagens de ir pela Cidade do Panamá: saio de Brasília às 9h30 da manhã, não às 5h, como é a outra opção, e na volta tenho uma conexão de uma dia inteiro, que – já andei me informando – dá pra ir ver o Canal do Panamá, fazer umas comprinhas e voltar pro aeroporto. Vantagens de ir por Bogotá: Bogotá. Além de chegar mais cedo em São José na ida, tentarei abrir a minha passagem de volta e ficar uma semana me deleitando na capital colombiana.

Confesso que estou pendendo muito a ir por Bogotá e por isso já estava fazendo as minhas contas de quanto vou precisar para me dar ao luxo dessas férias não previstas (no meu orçamento, pelo menos). Na Costa Rica, eu pesquisei pacotes de viagem. Sozinha e sem conhecer o país, cujas principais atrações turísticas são praias ou o meio do mato, a melhor coisa seria pegar um pacote fechado que incluísse hotel, alimentação, guia e turistas despreocupados com a vida. Mas achei os pacotes meio caros, na verdade… um de 10 dias pela Caravan, tipo a CVC dos EUA, pelo que entendi, sem incluir passagem aérea, não sairia por menos de US$1.500,00 para um andarilho solitário. Por esse preço, eu vou de CVC pra Paris, Cancún ou Nova York, por uma semana, incluindo a passagem aérea. Claro que tinha uns mais baratinhos, tipo US$600, mas eram meio mixurucas, eu achei.

Diante disso, Bogotá se tornou uma opção muitíssimo mais atraente. Capital é capital, tudo é mais fácil, inclusive turistar. Aí eu posso escolher o hotel, comprar um guia e descobrir a cidade, como gosto de fazer. E eventualmente pegar um pacote desses de um dia, em que você vai junto com outros 20 turistas apressados e 1 guia engraçadinho conhecer os principais pontos da cidade. Fizemos isso em Barcelona, eu e Júlia, depois que percebemos que o nosso dia de turismo não rendia muito quando era por nossa conta. Valeu super a pena e eu recomendo fortemente se você tiver pouco tempo na cidade, mas já adianto que os bons passeios podem ser um pouco caros. Ah! E não é pra SÓ fazer esse tipo de passeio! Não tem nada melhor do que pegar o mapa da cidade e explorar os lugares como qualquer outro turista perdido.

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Oswiecim

Hoje chegamos em Oswiecim (leia-se “Ojviétim”. Ou Auschwitz. Na verdade, os moradores ficam super ressentidos se chamam a cidade deles de Auschwitz, que são os campos de concentração. Ouvi uma história aqui de que a cidade é tão estigmatizada que, há alguns anos, o Subway (sanduíches) pediu a rescisão de um contrato de franquia quando descobriu que a loja seria aberta em “Auschwitz”. Fiquei chocada.

O seminário começou hoje e tem sido muito bom. O grupo é pequeno e super bacana. Se me lembro bem, tem gente do Tajiquistão, dos EUA, da Tanzânia, de Serra Leoa, da República Democrática do Congo, do Chile, da Argentina, do Panamá, de Cabo Verde, da África do Sul, do Timor Leste e nós do Brasil. Na organização tem um romeno, duas polonesas, uma alemã e vários palestrantes de lugares diferentes. Hoje fomos recebidos pela Diretora do Auschwitz-Birkenau State Museum, que é Auschwitz II, se não me engano.

Estamos hospedados num lugar chamado Centro para Diálogo e Paz, um centro católico que tem hospedagem, salas para conferências, refeições, etc. É praticamente um hotel, com a diferença de que as paredes do refeitório, por exemplo, tem quadros com o Pai Nosso escrito em várias línguas. Os quartos parecem um dorm de residência universitária, mas de alto nível (como os dos EUA, segundo soube). Meu quarto é mais ou menos do tamanho do que eu tinha em Strasbourg, no Paul Appell, mas de uma qualidade absurdamente superior, banheiro no quarto e tudo o mais.

O prédio é bem ao lado de um dos campos de concentração (acho que Auschwitz I), o que me dá uma certa agonia, principalmente em momentos como agora, quando estou sozinha na recepção (sem contar as recepcionistas) quase às 3h da manhã. O lobby é o único lugar onde pega internet e eu acabei de terminar o meu trabalho de Política e Economia Mundial. Tinha de mandar pra minha amiga em Brasília para ela entregar amanhã cedo e acabei sem sono. 

Tava comentando com a minha colega que fazer um centro/hotel num lugar como esses requer uma sensibilidade tremenda. Não pode ser ultra-sofisticado, senão vão dizer que a Igreja Católica está ostentando, nem pode ter qualquer coisa que dê a impressão de que é um lugar “derrubado”, ou vai dar um ar sinistro. É tudo impecavelmente limpo, decorado. Os móveis do quarto são todos novos, tudo muito arrumado. E acho que está tendo alguma outra conferência aqui, alguma coisa católica, porque hoje no almoço e no jantar tinha um monte de padre no refeitório.

Comida, aliás, é outra coisa. Hoje teve sopa no almoço (apimentada), purê de batata e carne de porco. Como não gosto de carne de porco nem aguento pimenta, meu almoço foi purê de batata. À noite, o jantar foi sopa de novo. O que esses padres têm com sopa, hein? Mas pelo menos tava gostosa essa última. Parecia as sopas de legumes da casa da vovó Marieta. E depois do jantar, fomos todos do seminário pra um pub no centro da cidade chamado Basil. O chato foi que, como aqui na Polônia não tem nenhuma lei que proíba as pessoas de fumarem em ambientes fechados, voltamos defumados.

O dia começará cedo amanhã (ou daqui a pouco), com café da manhã às 7h30 (3h30 da madrugada no Brasil, pra vocês sentirem pena de mim) e seminário já às 8h. Às 11h visitaremos o Auschwitz I. Depois de amanhã, Auschwitz II. E por enquanto é só. Vou voltar pro quarto e tentar dormir, o que acho que será especialmente difícil. Mas boa noite!

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Ulica Florianska

Hoje começou oficialmente o seminário. A sessão de abertura, na verdade, foi um jantar em um restaurante tradicional polonês, que começou com uma sopa de cogumelos, passou pra um mega prato com milhões de carnes, depois café, depois sobremesa. Tinha comida pra um batalhão, devo dizer. Ao todo, devemos ser uns 25 participando do seminário. Nossa mesa tinha mais 4 pessoas – EUA, Cabo Verde, Sri Lanka e Serra Leoa – todas mulheres. À tarde conhecemos dois rapazes do Timor Leste. Amanhã seguimos pra Auschwitz, mas não sei se teremos internet. Ficaremos hospedados num “Centro para Diálogo e Oração”, próximo aos campos, imagino eu.

Ontem e hoje foram bons dias. Cracóvia durante o dia é outra coisa! Linda! Continuava frio, mas em uma temperatura agradável, entre 8 e 10 graus. Andamos por toda a cidade velha. Acho que visitei mais igreja do que qualquer coisa, inclusive a catedral de quando o papa João Paulo II era arcebispo de Cracóvia. Chega ao cúmulo de ter uma igreja quase ao lado da outra! Como era domingo, pegamos uma missa. Vovó ia ficar orgulhosa! Mas confesso que não sabia nem pra onde ia aquela tal missa em polonês! Os cânticos eram bonitos, de qualquer forma. Filmei o coro cantando, que com sorte eu consigo postar aqui embaixo.

Visitamos também o castelo Wawel, que eu achei bem mixuruca! A vista era bonita, pelo menos, mas não era nem de dentro do castelo. Como ele fica no alto de um morro, quando subimos para a entrada do castelo, tem uma boa vista panorâmica da cidade. Na verdade, nem achei que era um castelo, como é, por exemplo, o de Edimburgo, mas tudo bem. É lá onde tem a catedral do João Paulo II. Outra coisa que é impressionante é a influência russa. A maioria das igrejas tem um ar de igreja ortodoxa, com grandes cúpulas douradas, teto azul com detalhes dourados. Pra mim isso até parece meio árabe, mas faz sentido ser mais pro católico ortodoxo/russo do que árabe. 

À noite fomos no bairro judeu pra jantar, mas não achamos o lugar que queríamos e acabamos num restaurantezinho qualquer. Um casalzinho de 18 anos até tentou ajudar a gente a achar o tal restaurante indicado no guia, mas não deu certo e como a cidade é muito sombria à noite e estávamos andando, em um certo ponto desistimos da comida judaica pra comer… massa. Era o que tinha. E estava intragável, honestamente. É melhor os poloneses continuarem fazendo sopa de cogumelo, coisas com batata e fritando beterraba, porque aquela massa com salmão, brócolis e sei mais lá o que tava péssima. 

Hoje cedo fomos visitar as tais minas de sal em Wieliczka, que também nem achei essa Coca-Cola toda. A infra-estrutura é fantástica, fato, e a igreja que tem lá embaixo é fantástica, mas só isso. A visita vale a pena pela igreja e digo que se um dia eu casar com um polonês, vou querer casar lá. À tarde nos separamos para fazer compras – souvenirs e coisas assim. Eu precisei comprar mais uma mala, então fui até a Galeria Krakowska (um shopping) atrás. Comprei uma malinha pequena que resolveu todos os meus problemas de espaço. Minha bota já velhinha rasgou atrás, não sei como raios, então também tive de comprar uma bota pra aguentar o frio (a temperatura deve voltar a cair por volta de quarta). 

Ainda consegui voltar na feirinha da praça principal depois de comprar a mala e estou bem satisfeita com as minhas aquisições. Tem muita coisa linda que eu vejo e que me lembram minha avó Marieta, uns presépios, quadros… muita coisa de souvenir aqui é ligado à religião católica, mas a maioria deles é muito grande e/ou muito frágil pra levar. Me restringi, então, a alguns presentinhos… E também tem muita coisa feita com âmbar, mas são caros. 

Daqui pra frente, os gastos serão mínimos. Seminário o dia inteiro, refeições pagas pelo instituto… O que sobrar dos meus zlotys eu gasto na sexta, quando voltarmos de Auschwitz.

Beijos.

Ah! Ulica Florianska é uma rua radial à praça principal. Fora a rua do hotel (Wielepole), é uma das únicas de que sei o nome… Não só passei por ela milhares de vezes, como foi a primeira rua que exploramos quando chegamos na cidade velha. Também tem uma atração turistica famosa ao final dela, mas não lembro o nome. É uma espécie de portal, uma fortificação. É bacana! =)

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